Ficha de espécie · Publicado: · Revisto:

Tritão-de-crista

Triturus cristatus

Família Salamandridae, género *Triturus*.

Anfíbio caudado da família Salamandridae, nativo da Europa e de partes da Sibéria ocidental, que passa a maior parte do ano em habitats terrestres e desloca-se para lagos para se reproduzir.

Como reconhecer

Vista rápida

O essencial

Tamanho
Fêmeas até 16 cm; machos cerca de 13,5 cm. O intervalo pode variar com idade, sexo e população.
Distribuição
Grã-Bretanha, Europa central e setentrional, e partes da Sibéria ocidental até aos Montes Urais.
Habitat
Lagos com vegetação abundante para reprodução; habitats terrestres com refúgios sob troncos ou pedras perto da água.
Atividade
Principalmente noturno na fase aquática; migra para locais de reprodução na primavera.
Alimentação
Invertebrados aquáticos e terrestres, incluindo moluscos, insetos, minhocas e girinos.
Conservação
Preocupação menor (IUCN), mas com populações em declínio devido à destruição do habitat.

Guia de observação

O que observar

  1. 01

    Pele rugosa de cor castanha escura com manchas pretas e pontilhado branco lateral; barriga amarela ou laranja com manchas escuras.

  2. 02

    Os machos desenvolvem uma crista serrada nas costas e na cauda durante a reprodução; as fêmeas não têm crista.

  3. 03

    Tamanho considerável: fêmeas até 16 cm, machos cerca de 13,5 cm.

Um limite importante

Luz, idade e ângulo podem ocultar características. Se a identificação afetar consumo, manuseamento ou conservação, consulta fontes especializadas.

Ecologia

Descrição e características

Triturus cristatus é um anfíbio caudado da família Salamandridae, descrito originalmente por Laurenti em 1768. É uma espécie de grande tamanho dentro do seu género, com fêmeas que podem atingir os 16 cm de comprimento e machos que geralmente medem cerca de 13,5 cm. A sua pele é rugosa e de cor castanha escura no dorso e nos flancos, com manchas pretas e um pontilhado branco lateral. A barriga é de cor amarela ou laranja com manchas escuras irregulares, uma coloração de advertência que exibe perante possíveis predadores. Durante a época de reprodução, os machos desenvolvem uma crista serrada proeminente ao longo das costas e da cauda, enquanto as fêmeas não apresentam esta estrutura.

Esta espécie possui um ciclo de vida bifásico. Passa a maior parte do ano no meio terrestre, onde se refugia sob troncos, casca, pedras ou tocas de pequenos mamíferos, geralmente perto dos seus locais de reprodução aquáticos. Na primavera, quando as temperaturas superam os 4-5 °C, migra para lagos e lagoas, preferindo corpos de água mais profundos e com vegetação abundante. A fase aquática é crucial para a reprodução e a alimentação, uma vez que o acesso a presas é mais abundante na água. Os machos realizam um cortejo complexo que inclui movimentos corporais específicos e a libertação de feromonas, e são territoriais durante esta etapa. A fertilização é interna e as fêmeas depositam os ovos individualmente, muitas vezes enrolando-os nas folhas das plantas aquáticas.

Quanto à alimentação, tanto as larvas como os adultos alimentam-se principalmente de invertebrados. Na água, consomem moluscos, microcrustáceos, insetos e as suas larvas, bem como girinos de outras espécies de anfíbios. No meio terrestre, alimentam-se de minhocas, caracóis e insetos. A sobrevivência das larvas é baixa, estimando-se em média em 4% desde a eclosão até à metamorfose, embora em condições desfavoráveis possam atrasar o seu desenvolvimento e invernar na água. Ocasionalmente, ocorre neotenia, onde as larvas não se metamorfoseiam e atingem a maturidade sexual mantendo as suas brânquias externas.

Continua a explorar

Outras fichas ligadas

Planta herbácea da família Asteraceae.

Milefólio

Achillea millefolium