Vista rápida
O essencial
- Tamanho
- Caules de 0,2 a 1,5 cm de altura; folhas de 0,5 a 1,5 mm de comprimento. O intervalo pode variar com idade, sexo e população.
- Distribuição
- Cosmopolita, presente em todos os continentes, incluindo a Antártida.
- Habitat
- Substratos perturbados, ricos em nitratos, como asfalto, betão, muros e fendas de pavimentos.
- Atividade
- Reprodução dioica e assexuada através de bulbilos e gemas de protonema.
Guia de observação
O que observar
- 01
Aspeto prateado ou esbranquiçado em estado seco devido à zona hialina (sem cloroplastos) na ponta das folhas.
- 02
Tamanho pequeno, com caules de 0,2 a 1,5 cm e folhas ovadas de 0,5 a 1,5 mm de comprimento.
- 03
Folhas ovadas ou obovadas, côncavas, com ápice agudo ou obtuso e margem inteira ou raramente denticulada.
- 04
Cápsula do esporófito curtamente cilíndrica, mais larga na base, de cor vermelho-escura a preta.
Luz, idade e ângulo podem ocultar características. Se a identificação afetar consumo, manuseamento ou conservação, consulta fontes especializadas.
Ecologia
Descrição e características
Bryum argenteum é uma espécie de musgo acrocárpico da família Bryaceae. Distingue-se pela sua cor prateada ou esbranquiçada quando está seco, um traço causado pela ausência de clorofila nas células da ponta das folhas, que refletem a luz. As plantas formam tapetes densos ou coxins isolados, com caules de 0,2 a 1,5 cm de comprimento que apresentam um perfil cilíndrico e folhas ovadas ou obovadas de 0,5 a 1,5 mm. Em estado húmido, as folhas estendem-se e o aspeto prateado desaparece, enquanto em estado seco ficam aplicadas ao longo do caule, conferindo-lhe uma aparência escamosa ou semelhante à de uma minhoca.
Esta espécie é pioneira e cosmopolita, capaz de colonizar uma ampla variedade de substratos, incluindo os artificiais, como asfalto, betão, muros, telhados e fendas de pavimentos. Prefere ambientes perturbados, ricos em nutrientes (especialmente nitratos) e sujeitos a dessecação periódica, sendo muito comum em zonas urbanas e industriais. A sua tolerância à dessecação é notável, podendo sobreviver a secas totais e a exposições breves a temperaturas altas, recuperando rapidamente a sua atividade fotossintética após a reidratação. A reprodução é dioica, embora também ocorra de forma assexuada através de bulbilos e gemas de protonema, o que facilita a sua dispersão por fragmentos vegetais aderidos a calçado ou cascos, bem como através do comércio de plantas.